A TÁBUA DOS DESEJOS

Autor: Everaldo Chrispim

Editora Anome Livros

 

"Humor, lirismo, nonsense, compaixão, erotismo e sutileza convertem A Tábua dos Desejos num mapeamento de sonhos e angústias, de dúvidas e certezas, de lembranças e projetos sempre tortuosos, porque impregnados dehumanidade, delírio,confrontação e expectativa." (Dagmar Braga)

 

(Disponível no espaço cultural Letras e Ponto)


GEOMETRIA DA PAIXÃO

Autora: Dagmar Braga

Editora: Anome Livros


"A poesia de Dagmar Braga é uma inscrição no silêncio, um diálogo com as sombras, uma caligrafia da solidão, um pressentimento e um suave delírio, aparentemente "unindo o nada a nada", e, no entanto, nos fala de coisas humanamente familiares. O verso écurto e bem talhado; ela sabe fazer falar os vazios da página e conhece o fazer poético em suas entranhas." (Affonso Romano de Sant'Anna)

 

(Disponível no espaço cultural Letras e Ponto)


 FUNDO INFINITO

Autora: Branca Maria de Paula

Editora: Rosa Rumo

 

Os contos de Branca Maria de Paula exploram a sensualidade, o erotismo, sem abrir mão de um controle vigoroso da técnica e da tensão da narrativa.

Seus contos dão voz ao desejo, à angústia, ao romantismo, à fantasia e à devassidão de homens e mulheres que pulsam, vibram, se frustram ou se deliciam, confrontando-nos sempre com nossa humanidade.

O conto “Fundo Infinito”, que dá nome ao livro, recebeu, em 1978, o “Prêmio Status de Literatura Erótica”.


(Disponível no espaço cultural Letras e Ponto)


A CASA DA MINHA VÓ E OUTROS CONTOS EXÓTICOS

Autor: Artur Oscar Lopes

Edições Inteligentes

 

“Meu avô, por seu lado, disse-me um dia que escrever um livro de contos é algo assim como construir uma casa e que o projeto de cada quarto deve ser cuidadosamente planejado; eu não pensei também que ele estava falando no sentido literal.”, confessa o narrador, no último dos doze intrigantes contos metodicamente inter-relacionados neste livro que foi o 2º finalista do Prêmio Jabuti 2007 – categoria contos e crônicas.  


(Disponível no espaço cultural Letras e Ponto)




OS DEZ PECADOS DE PAULO COELHO

Autor: Eloésio Paulo

Editora Horizonte


A leitura de Os 10 pecados de Paulo Coelho  é um convite à reflexão a respeito das amplas possibilidades da mistificação no ambiente cultural contemporâneo. E, embora teoricamente despretensioso, promete conter também a principal explicação para o sucesso internacional de Paulo Coelho.


 (Disponível no espaço cultural Letras e Ponto)



O PERFUME DE ROBERTA

Autor: Rinaldo de Fernandes

Editora: Garamond

"Trata-se de um livro composto por 18 contos singulares, vigorosos, talhados em  linguagem ágil, capazes de surpreender e perturbar o mais precavido leitor. Rinaldo é conciso, conduz suas histórias com frases curtas e impactantes. Os personagens são bem trabalhados e os conflitos psicológicos conduzidos com maestria. Em contos como “Ilhado”, “O cavalo”, “O último segredo” e “Pássaros”, a violência das relações humanas se mescla com a mais instigante característica do ser humano, a sua capacidade de debater consigo mesmo, a poesia explosiva gerada pela auto-reflexão." (Eduardo Sabino)



A PAIXÃO PELOS LIVROS

Organizadores: Júlio Silveira e Martha Ribas


Contos, crônicas e depoimentos de quem achou no livro seu paraíso particular e, na leitura, uma forma de abstrair-se das dores do mundo, para encontrar algum sentido. Alguns exemplos singulares de manifestações de amor aos livros, testemunhos dos prazeres escondidos nas bibliotecas, casos de paixão bibliômana.
Nesta antologia, autores de diversas épocas e diversas origens, através de histórias, verídicas ou não, retratam uma História do mundo. Uma História do mundo com livros e pelos livros.


QUARTAS HISTÓRIAS: CONTOS BASEADOS EM NARRATIVAS DE GUIMARÃES ROSA

Organização: Rinaldo de Fernandes




Com organização do escritor e professor de literatura Rinaldo de Fernandes, chega às livrarias a coletânea Quartas histórias: contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa. Editado pela Garamond (RJ), com ilustrações de Arlindo Daibert, o livro, cujo lançamento nacional será em São Paulo dia 20 de outubro/2006, no evento “Balada Literária”, traz 40 contistas brasileiros da atualidade, que recriam narrativas de Sagarana e passagens do Grande sertão: veredas. Traz também, numa seção inicial, textos sobre Guimarães Rosa de Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Antonio Carlos Jobim, Affonso Romano de Sant’Anna, Daniel Piza, Marcus Accioly e Sônia Maria van Dijck Lima. Os contistas que integram a coletânea são: Aleilton Fonseca, Amador Ribeiro Neto, André Sant’Anna, Antonio Carlos Secchin, Antonio Carlos Viana, Ataíde Tartari, Bernardo Ajzenberg, Carlos Gildemar Pontes, Carlos Ribeiro, Cecília Prada, Deonísio da Silva, Fabrício Carpinejar, Fernando Bonassi, Geraldo Maciel, Godofredo de Oliveira Neto, João Anzanello Carrascoza, José Castello, José Rezende Jr., Leila Guenther, Luzilá Gonçalves Ferreira, Marcelino Freire, Marcelo Carneiro da Cunha, Maria Alzira Brum Lemos, Marilia Arnaud, Mário Chamie, Miguel Sanches Neto, Nelson de Oliveira, Nilto Maciel, Paulo Franchetti, Pedro Salgueiro, Raimundo Carrero, Ricardo Soares, Rinaldo de Fernandes, Ronaldo Correia de Brito, Ruy Espinheira Filho, Sérgio Fantini, Silviano Santiago, Suênio Campos de Lucena, Tércia Montenegro e W. J. Solha.


Rinaldo de Fernandes, no texto de apresentação da obra, afirma: “a presente coletânea presta homenagem, respectivamente, aos 60 e 50 anos de lançamento das duas obras-primas de Guimarães Rosa [‘Sagarana’ e ‘Grande Sertão: veredas’]. Mas o livro não se resume a isso. Atesta o grande talento de autores brasileiros contemporâneos, alguns ainda bem jovens. Atesta a vitalidade do nosso conto mais recente, cujos praticantes pipocam por todas as regiões do país, numa profusão, por assim dizer, de textos de qualidade”. Afirma ainda: “Este livro poderá ficar como um marco da literatura brasileira contemporânea – pelo desafio de recriar um autor em princípio inimitável e pela versatilidade dos contistas. Trata-se, em linhas gerais, de um livro regionalista feito por autores que, à exceção de alguns poucos, não passaram pela experiência do campo”. E conclui: “Uma coisa importante: os contos [...] podem ser lidos independentemente de o leitor conhecer ou não as histórias originais de Guimarães Rosa. Certo: o conhecimento do texto do qual o conto partiu poderá facilitar a vida do leitor, clarear mais as coisas. Mas não o impedirá, em absoluto, de entender os contos aqui publicados. A coletânea cumpre ainda, agora em outra frente, o papel de despertar a curiosidade daqueles que desconhecem a obra do autor mineiro”.



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A BIBLIOTECA À NOITE
Autor: Alberto Manguel
Tradução: Samuel Titan Jr.

Na seqüência de Os livros e os dias, Alberto Manguel retoma sua reflexão sobre o lugar do livro e da leitura na cultura e na vida dos homens. Partindo de circunstâncias pessoais, faz a crônica das bibliotecas - da Antiguidade à Internet -, evoca lugares emblemáticos e apresenta uma galeria fascinante de bibliotecários, bibliômanos e bibliófilos.

 

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MIL TSURUS
Autor: Yasunari Kawabata
Tradução de Drik Sada

 
Tradicional cerimônia do chá serve de cenário para o autor expor a complexidade das relações humanas.


Publicado originalmente em capítulos por revistas japonesas, este romance foi escrito entre os anos 1949 e 1951, período de reconstrução de um Japão devastado pela Segunda Guerra. Nesse contexto em que a sociedade japonesa se reestruturava e também se defrontava com valores culturais vindos do Ocidente, Kawabata resgata valores tradicionais de seu país, fazendo da cerimônia do chá o pano de fundo para a história de Mil tsurus.


Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar. Mas há ainda Yukiko, a delicada jovem pretendente a se casar com Kikuji, personagem que representa  a serenidade, num ambiente repleto de ressentimentos e intrigas. Não é por acaso que a moça é descrita usando um lenço de seda ilustrado com tsurus, ave que simboliza nobreza e felicidade, na tradição japonesa.


Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra, mais uma vez, seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá.

Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas.

 

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A CAIXA PRETA
Autor: Amós Oz

 

Que segredos pode conter a caixa preta de um avião que caiu? Revelações sobre as razões da queda, gritos de horror, pânico, tentativas desesperadas de salvação: vestígios da catástrofe. O romance do israelense Amós Oz tem tudo isso, mas a caixa preta a que se refere o título não pertence a um avião, e sim a uma relação amorosa desfeita. Anos depois do divórcio escandaloso, a esposa rejeitada Ilana emerge das cinzas do tempo, da distância e do rancor para passar a limpo seu casamento com Alex Guideon, professor e escritor mundialmente famoso.


Com dinheiro, Alex tenta silenciar o passado que sangra. Mas as coisas mudaram. Entre ele e a ex-mulher, agora há também Boaz, filho dos dois, explodindo de juventude e violência, e Michel Sommo, o novo marido de Ilana, burocrata medíocre e fanático religioso. Todas essas vozes, com suas melodias diversas, matizadas às vezes pelos tons mais sombrios da sexualidade (ninfomania, sadomasoquismo, voyeurismo), são brilhantemente orquestradas pelo autor, que aqui se vale da clássica forma do romance epistolar. As várias primeiras pessoas revelam-se por si mesmas, em secos telegramas, bilhetes mal escritos ou longas cartas.


Ao mesmo tempo, por trás de paixões pessoais tão intensas que beiram a loucura, desenha-se com precisão o complexo panorama social, religioso e político da vida em Israel nos últimos anos. Fortemente erótico, mas também engraçado e poético, A caixa preta só revela aos poucos sua sabedoria mais funda e amarga: somente a proximidade da morte e a consciência da finitude do corpo podem apaziguar as paixões. Aquilo que parecia apenas uma enlameada rede de intrigas, por meio da solidariedade que lentamente une essas personagens desgraçadas, reveste o livro de uma terrível dignidade. Além de ser inesquecível, este romance conquista algo raro - grandeza humana.


Oficinas oferecidas no 1º semestre de 2012...